ARANHA NA EUROPA
No ar, agora! Atualizado diariamente! ARANHA NA EUROPA 2009, meu mais novo diário de viagem!
Meus 20 e tantos dias de aventura pela fantástica região Sul do Brasil.
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BALA PERDIDA

Voltando nesta manhã de domingo à acolhedora Panificadora Gomes para tomar um café da manhã complementar àquele bem pobre do albergue, pego o jornal Diário Catarinense e vejo uma das manchetes: "medo de bala perdida torna-se uma neurose em Florianópolis".
Peraí... É isso mesmo? "Medo de bala perdida torna-se uma neurose em Florianópolis". Tive que reler umas cinco vezes, para acreditar no que estava na minha frente. Acreditar que aquele não era "O Globo". Acreditar que o papo era sobre... Floripa!
Comprei o jornal para ler a matéria completa. O negócio é o seguinte: a Grande Florianópolis (que inclui diversos outros municípios fora da ilha) teve, "somente nos últimos dois anos", nove registros de balas perdidas.
Sem querer desmerecer a (totalmente válida) preocupação dos catarinenses, o carioca aqui pede liberdade para fazer uma triste comparação: no Rio, somente durante o ano de 2006, tivemos 224 vítimas de bala perdida. E somente em 2007, até agora, foram 1.300 (mil e trezentas) mortes (MORTES!) resultantes de violência (latrocínio, homicídio, guerras do tráfico etc.)
Enquanto isso, Floripa está neurótica por causa de NOVE registros, EM DOIS ANOS, de balas perdidas que não necessariamente mataram ou mesmo feriram um cachorro, que fosse. Detalhe: segundo o jornal, na maior parte dos casos, os responsáveis pelas balas perdidas foram achados - e presos!
Então, fico triste pela minha terra natal. E concluo que uma cidade que põe "nove casos em dois anos" na capa do jornal é uma cidade que não quer nem se imaginar como o Rio. Valha-me Deus... Que assim seja!
O ALBERGUE
Estou hospedado no Floripa Hostel, unidade Centro. O albergue tem esta casa aqui e também uma filial na praia de Canasvieiras, beeem longe, lá no norte da ilha.
Com relação às instalações, o albergue vai muito bem: são bons quartos, limpos e com armários seguros. O problema, mais uma vez (ver Curitiba), mora no antendimento. Por mais que todos aqui sejam muito simpáticos, aquele clima de "meu treinamento foi só até a metade" é evidente demais, especialmente nos problemas que deixam de ser resolvidos ou nas perguntas que ninguém sabe responder. Ainda assim, é um albergue que eu recomendo.
Minha já famosa toalha fosforescente.

Olha aí que sacanagem: a velha brincadeira de mexer com os adesivos para mudar a mensagem. Estas aí são plaquinhas dos quartos femininos... (risos)
Mochileiro-alberguista-jornalista é assim: economia a todo preço. Usei o sabonete até ele não existir mais.
Vista noturna do quarto do albergue, voltado para os fundos. Os prédios são residenciais e estão, acredite, no Centro! (Cariocas e paulistanos, que vivem em cidades nas quais "Centro" é sinônimo de "velho, feio e perigoso à noite", certamente entenderam a minha surpresa.)
COSTÃO DA LAGOA

Finalmente, minha trilha no Costão da Lagoa!

A caminhada começa no local chamado Canto dos Araçás. Estragando a foto da direita está meu amigo Pedro, carioca (muito bem!) deserdado em Floripa.











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Foto tirada no mirante do restaurante Ponto de Vista, próximo ao acesso da Praia Mole. Na parte mais iluminada, o conhecido "Centrinho da Lagoa", local de concentração de bares e restaurantes que "fervem" na noite de Floripa.
Até!
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:: 2ª ENQUETE FECHADA






A sempre clássica foto do "pé que chegou lá".
Morro das Pedras anoitece. A lua crescente aparece.
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E O TÃO FALADO TRANSPORTE DE CURITIBA...
O transporte público de Curitiba sempre foi considerado excelente, irretocável, digno de orgulho. E realmente o é. Mas nem Daniela Cicarelli fica bonita se não tiver manutenção*. Ou seja: coisa boa, tem que cuidar para assim continuar. Não é o que vem acontecendo com os tão falados ônibus de Curitiba. Veja:
- Carros de gado: A população, aos quatro cantos, reclama das filas nos tubos e dos ônibus lotados. VERDADE! Andei em vários ônibus em que mal havia espaço para os pulmões preencherem os alvéolos com oxigênio. E não era hora do rush!
- Tubos que não são Tigre: muitos dos tubos estão mal-conservados. As portas, que só deveriam abrir quando o ônibus chega (proteção contra o frio e contra acidentes), estão com defeito em vários tubos e, assim, ficam permanentemente abertas.
- Ônibus mudos: em Curitiba, o ônibus fala como o metrô, no Rio: "próxima parada, estação X, desembarque pelas portas Y e Z". Muitos carros, no entanto - inclusive novos! - estão mudinhos, mudinhos. Peguei um ônibus à meia-noite para ir comer em outro bairro e demorei demais até estranhar o fato de a gravação não estar anunciando as estações. Quando fui perguntar ao motorista o que estava havendo, já estávamos dois quilômetros à frente de onde eu devia saltar. Ele, totalmente displicente e pouco interessado no problema, falou rindo "iiiiih, já passou há muuuito tempo", ao que respondi: "o que houve com o anúncio por gravação?"; "está com defeito há algum tempo, AMIGÃO!". Tive que voltar tudo a pé.
- Engarrafamentos: como pude testemunhar (acima), o fluxo do trânsito aqui não é o mesmo de poucos anos atrás. Curitiba já tem engarrafamentos! E, pelo que ouço nas ruas, a prefeitura não parece estar trabalhando para melhorar isso.
* PS.: Cica, se estiver precisando de manutenção, é só falar. O meu email está ali à esquerda. (espero que você não peça à Justiça para tirar o meu site do ar, só por causa deste meu simpático anúncio de disponibilidade)
POR OUTRO LADO...
- Civilidade: pelo menos no que se compare ao Rio de Janeiro, o motorista curitibano é inacreditavelmente civilizado. Veja o exemplo desta foto: a pista da esquerda é reservada, pela linha branca, ao estacionamento de carros. No entanto, não há qualquer carro estacionado. Mesmo assim, nenhum espírito cariocano fez qualquer um dos motoristas furar o engarrafamento ali pela esquerda. Arrisquei sim ser atropelado, mas não pude deixar de registrar isso. (risos)
- Urbanismo: olha aí, Prefeitura do Rio (edição 3): é assim que se faz urbanismo pensando no deficiente físico.
- Integração: só como exemplo, veja aqui esta "família-tubo": um tubo para cada rua e um vaso comunicador de um para outro, para a possível baldeação entre duas linhas de ônibus. Simples e genial.
- Para arrematar: veja neste vídeo como funciona o mecanismo de abertura de porta e descida da rampa na parada dos ônibus especiais de Curitiba nos "tubos". Vale destacar a civilidade do povo, que espera os outros passageiros saírem do carro antes de embarcarem.
OBSERVAÇÃO: você precisará tombar a sua cabeça para a esquerda para assistir a este vídeo. É isso mesmo: eu não sei como virar um vídeo gravado deitado... Alguém me ensina?
:: 2ª ENQUETE
Estou indo embora de Curitiba HOJE. Três dias aqui já bastam, diante de tudo que ainda quero fazer nesta viagem. Então, participe da enquete:
































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O ALBERGUE
Taí o belo Albergue Roma Hostel, no Centro, que está em reformas e vai ser ampliado, abrigando também um hotel.
Este é o quarto, com capacidade para 8 machos.

E esse aí o armário, seguro, onde cabe bastante coisa.
O atendimento no Roma, para minha surpresa, está sofrível. As pessoas até tentam demonstrar alguma simpatia, mas são visivelmente nada treinadas para receber turistas. Menos ainda, treinadas para receber ALBERGUISTAS, coisa bem diferente e mais especial ainda.
Explico: um albergue não pode, jamais, ter aquele clima sóbrio e chato do "pois não", "senhor, a sua chave". Albergue é espaço, antes de tudo, de troca e convivência. E não é assim que o Roma Hostel trabalha.
Estranho, pois não foi essa a impressão que tive quando aqui mesmo estive, em 2005. Pelo visto o Roma mudou. Para pior. O ápice - que serve inclusive para eu começar a analisar a postura tão (mal) falada do curitibano Brasil afora - foi quando, hoje de manhã, eu perguntei à recepcionista:
- Tem agência dos Correios aqui perto?
- Tem sim.
(silêncio)
Pode?
Café-da-manhã: Regular (categoria inferior a "Honesto").
E esse aí é o "mudinho", um dos companheiros de quarto. Ele mal se aventurava em um "hi", "hola" ou "olá", mesmo sob o meu estímulo para a conversa e troca que sempre naturalmente acontecem num albergue. Não fiquei sabendo nem mesmo sua nacionalidade.
CAMINHANDO CONTRA O VENTO
Abaixo, o resultado do que eu mais gosto de fazer quando estou em outra cidade: andar, andar e andar, quase sem destino. É assim que descubro as melhores coisas. E é assim que consigo realmente simular estar morando naquela cidade (como fiz em São Paulo).
Essa aí é a farda da PM daqui. Lembra a Guarda Municipal do Rio.
Maneiro/massa/show este hotel: Rockefeller, da rede Slaviero.
Imagina-se morando em Curitiba? Dá uma olhada nesses prédios residenciais aí: Centro da cidade!

Fachada e interior do Shopping Estação, bom quebra-galho que fica ao lado do albergue. Ele abriga também um Centro de Convenções. E, como aproveitou parte de uma antiga estação de trem, mantém em seu interior (foto central) alguns vagões e o clima preservado da estação.

Gostei dessa foto! Em primeiro plano, minha roupa secando no varal do albergue. Ao fundo, o contraste entre o shopping e o imóvel tombado (em fase de recuperação pelo Roma Hostel).


Será que "ah, sai" um Creme de Açái?














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SÃO 6h (...) uuuuaaaaaaaaahhh (...) DA MANHÃ
Como de costume, mais uma vez peguei estrada na madrugada. Além de não ter problema nenhum em descansar no ônibus (durmo como um anjo), assim economizo uma diária de hotel.
Cheguei em Curitiba às 6h da manhã. Aproveitando o gancho dos comentários sobre a rodoviária de São Paulo, Curitiba veio ao extremo oposto: que terminal horroroso! Feio e velho - destoa da bela capital paranaense. Veja:


Esse telefone doido aqui eu até achei interessante. Me lembrou os filmes do James Bond. Queria ver a sirene tocando e a luz piscando para me sentir em Hollywood (não repare: é criatividade sonâmbula).
Aqui os táxis são de cor laranja Cebion. Muito bom, pois chamam a atenção! Diferente daquele branco-bandeira-de-Fórmula-1 de São Paulo, que vive se confundindo com qualquer carro branco que passa.
CADÊ O FRIO?
Na porta da rodoviária, ao sair, a ilusão: "finalmente, o frio!" Mas é enganação da manhã: assim que o sol apareceu, veio o calor. E eu troquei a casacada por bermuda e chinelo.
Olha como são as coisas em Curitiba, no detalhe: pequena fenda para drenar a água da pista central (onde trafegam os famosos ônibus da cidade) para a pista lateral.
Dia amanhecendo. Praça Eufrásio Corrêa, na confluência da Avenida Sete de Setembro com a Rua Barão do Rio Branco.
EU VI UM OVNI! (ou coisa do tipo)
Eram 7h da manhã. Eu havia acabado de chegar ao albergue Roma Hostel, que fica a cinco quadras da rodoviária. Olho para o céu e vejo um objeto branco parado (não, não era a lua). Tirei duas fotos com o máximo de zoom. Mesmo assim, ele é minúsculo.

Se o assunto te desperta a curiosidade, recomendo: clique nas fotos acima, baixe para o seu computador e dê o máximo de zoom no pontinho branco-amarelado no meio da imagem. O formato remete a um asteróide entrando na órbita da Terra. Mas... Tanto tempo assim parado no ar, a ponto de eu poder caprichar nas fotos?
CASO DE AMOR COM CURITIBA
Esta aqui é uma cidade muito especial para mim. Curitiba foi palco de alguns dos momentos mais especiais e excitantes da minha vida, especialmente por ter recebido as duas bandas que mais gosto no mundo, em suas apresentações únicas e históricas no Brasil: Pixies (2004) e Weezer (2005).

LINHA TURISMO

Como parte das lembranças de Curitiba, não podia deixar de voltar a andar no ônibus da Linha Turismo, excelente iniciativa da cidade para os turistas e também para seus próprios moradores: pela bagatela de R$ 15, você tem direto a um embarque e quatro reembarques, podendo descer em qualquer dos inúmeros pontos em que o ônibus passa e pára. Tudo isso com orientação de uma senhora de voz muito bonita que traz, por gravação, informações a seus passageiros.
Gente de tudo que é lugar vem apostar a vida em Curitiba. Ouvi comentários não-oficiais de que mais da metade dos moradores da cidade não nasceram ali. A face mais visível do premiado planejamento urbano daqui está na limpeza, na organização e nas imensas áreas verdes aqui construídas ou preservadas. São 30 parques e bosques municipais e dezenas de praças, jardins e jardinetes em vários bairros.
É uma cidade com soluções urbanas de espantosa simplicidade e eficiência. Acompanhe abaixo os meus primeiros passeios, deste primeiro dia.
TEATRO PAIOL
Antigo depósito de pólvora do exército, construído em 1874. Hoje é um charmoso e belíssimo teatro da cidade.


Aquelas janelinhas azuis são muito maneiras!

Vista da platéia ................................................... e vista do palco!
Olha aí, Prefeitura do Rio: é assim que se investe na cultura!
JARDIM BOTÂNICO
O "JardiN Botânico" de Curitiba (eu não podia deixar de sacanear essa placa) é um dos mais belos e chamativos pontos turísticos da cidade. Mas, no entanto, certamente não figura como destino freqüente dos curitibanos já que, com o tempo, deve ser um lugar que "enjoa".
Só pude chegar a esta conclusão agora - terceira visita a Curitiba -, pois nas duas primeiras eu ficava somente babando e me imaginando todo final de tarde aqui neste lugar limpo, bonito e seguro. Mas, perto dos outros parques - amplos e cheios de opções - que a cidade oferece, "vamos deixar o Jardim Botânico para os turistas".
Veja as fotos...
Entrada, ornamentada pelo clássico símbolo de "estou em lugar bom": o orelhão da Brasil Telecom.



Quando acabarem as minhas férias, eu gostaria de passar a ter a vida deste pássaro aí...

Bosque limpo, em que casais sentam e passam uma tarde inteira.





Parte interna da cúpula de vidro.
Essa clássica camisa fosforescente foi comprada em Buenos Aires e me acompanha em todas as viagens.
Não lembra aqueles labirintos de filmes romântico-mongóis?
Vista da parte traseira da cúpula de vidro. Porque nunca ninguém tira foto deste ângulo? Fica tão bonito... (skyline de Curitiba ao fundo!)
Dica de quem ficou bestando* por aqui um bom tempo: quando a irrigação automática é ligada, você anda pelos corredores do Jardim e sente o fresquinho e, especialmente, aquele cheirinho ótimo de planta molhada. (Para quem mora em apartamento desde criança, isto pode soar gay. Mas quem já morou em casa ou no campo sabe do que eu estou falando).
* Por "bestando", leia-se: contemplando a vida.
Minha sombra. O que parece um cassetete, à esquerda, é apenas um Gatorade.
Muito bem, Curitiba! Se não for cuidar, não adianta ter.
Românticos, digam-me: o que está faltando aqui nesta foto?
UNIVERSIDADE LIVRE DO MEIO-AMBIENTE
Este lugar aqui não tem nada de mais. Aparentemente.

Este estreito caminho de 200 metros leva à Universidade, toda construída com troncos de eucalipto (vigas e pilares). Mas logo em frente a ela é que está uma surpresa fascinante, de tão simples - um magnífico costão de pedra com um lago cheio de patos curitibanos:



Esse aí tava muito lerdo, tive que empurrar.
A Universidade propriamente dita. (Obs.: não, as crianças não são alunas da Universidade. Estão apenas visitando o local, em excursão.)
Para você que vai pegar o ônibus turístico, pode até não valer de nada descer no ponto da ULMA. Mas experimente. Quem sabe você também não tem sensações mágicas por aqui? Os patos serão suas melhores testemunhas.
Como em quase toda Curitiba, a coleta de lixo aqui é seletiva desde o descarte: lixo orgânico num canto, lixo seco no outro. O mais legal é ver as criancinhas já avaliando seu lixo para saber em qual compartimento devem colocá-lo.
"EU PEGO PARA VOCÊ"
Daquelas cenas que só se vê em lugares civilizados e simpáticos: estava eu, no ônibus turístico, com minhas células corporais tórridas e ávidas por líquidos. Faltavam ainda uns seis pontos para o próximo local em que eu ia descer. E como estou em Curitiba, foi fácil saber quanto tempo isto representava: exatos 43 minutos (sim! pasmem, cariocas! o ônibus tem hora certa para passar!).
Confesso que, neste momento, senti falta, pela primeira vez na vida, daqueles berros à beira da Central do Brasil, Barrashopping, Av. Rio Branco ou qualquer praia: "Ô ÁGUA, Ô ÁGUA! GUARA PRUS, MATE LEÃÃÃO!" Então, o que fazer?
Eu, que já vinha conversando com o cobrador do ônibus desde que entrei ali, perguntei a ele se no tal "Bosque Alemão", ponto no qual estávamos parados, vendia água. "Vende sim, mas não pode desembarcar", respondeu ele. Diante da minha cara de tacho, seguiu o diálogo:
- "Amigo, deixa que eu pego a água lá para você!"
- "Claro, muito obrigado, quanto deve custar?" (já com R$ 1 na mão, estendida para ele)
- "Tá bom, deve ser um real mesmo. Se for mais, eu completo e você me dá na volta!"
Foi aqui que o cobrador foi buscar a água para mim. Incrível. Em 20 segundos, volta o cara, com uma garrafa de água mineral quase polar, que havia custado exatos 100 centavos, somente. Pura gentileza.
Nota: Não estou desmerecendo a inegável gentileza carioca. Mas a paranóia que estamos vivendo nos últimos tempos destrói o alimento principal deste tipo de atitude. Por isso já considero uma cena como esta digna de outros lugares que não as já sugadas Rio e São Paulo. Experimenta pedir para um cobrador pegar água para você, já que você não pode desembarcar e voltar... (ele, no mínimo, vai pensar que você quer roubar o caixa dele).
KHARINA... AI, KHARINA!
Eu tenho uma namorada em Curitiba. Ela se chama Karina e pode ser vista aqui. Recomendo fortemente o seu sanduíche chamado "Rock n´Roll". Seu milk-shake também é delicioso - deixa o do Bob´s, que é ótimo, no chinelo. Já na madruga, fui matar as saudades dela.
SEGUNDA VIA, SENHOR
Tem uma coisa que há anos vem me causando um furor quase obsessivo-compulsivo: por que diabos será que os atendentes (todos!) que manipulam cartões de crédito ou débito, como o Visa Electron, são instruídos a entregar a segunda via para o cliente e guardar a primeira?
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Hoje eu reservei o dia para descansar, encontrar mais alguns amigos paulistanos e planejar o restante da viagem, que mal começou. Como você me ajudou votando na enquete, estou indo hoje direto para Curitiba!
:: 1ª ENQUETE FECHADA

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CAMINHANDO CONTRA O VENTO
Gosto de caminhar pelas cidades imaginando como me sentiria morando nelas. E sou passional ao extremo nesses momentos: ou amo ou odeio o que vejo. E se amo a cidade, sou capaz de reclamar com alguém na rua (mesmo um "nativo") se o vejo, por exemplo, jogando lixo na rua. Coisa que, no Rio de Janeiro, eu já desisti de fazer...
Este domingão eu reservei para bater perna em São Paulo. Literalmente. Foram mais de quatro quilômetros percorridos, entre Pinheiros/Consolação/Paulista/Paraíso.

À esquerda, a imponência dos grandes prédios quando se sobe a Avenida Rebouças em direção à Paulista. À direita, o clássico engarrafamento paulistano: estes carros estavam literalmente parados, há minutos. Em pleno domingo...
Mais uma dica para a Prefeitura do Rio. Veja como são instalados os pontos de ônibus na Av. Paulista: em diagonal, a 45º, o que livra os passageiros do torcicolo e também da necessidade de se levantarem a cada minuto para ver se o ônibus está chegando.
Isso é a cara de São Paulo: "proibido entrar de bermuda". Estava na porta de um restaurante próximo à Paulista. Agora repare na placa de cima... Juro que só vi o aviso horas depois, quando baixei a foto para o computador... (risos)
Essa foto tinha que entrar aqui no Diário: Museu de Arte Moderna de São Paulo.
"Nossa, quanto verde!" Pois é, e a foto não está errada: é o belo parque Trianon, em plena Avenida Paulista.
CIDADE LIMPA
Andar por São Paulo hoje em dia tornou-se, sem dúvida, uma experiência muito interessante: a Lei Cidade Limpa, recente e interessantíssima iniciativa da Prefeitura e da Câmara dos Vereadores, vem fazendo muita diferença nesta sufocante cidade.
Pude perceber isso claramente quando caminhei por avenidas como a Rebouças, Paulista, Brigadeiro e Brasil. Veja abaixo fotos reais, de uma exposição da Prefeitura de São Paulo, mostrando o antes e o depois da esquina Av. Paulista x Av. Rebouças:

TRÊS CENAS BIZARRAS
1) Café com búzios
Ainda com pupilas dilatadas e olhos teimando em não abrir, chego à padaria e peço um daqueles recheados cafés-da-manhã que qualquer boteco oferece em São Paulo. Ao meu lado, um rapaz mexe em algo que procura manter secreto. Fico na minha. Repentinamente, ele me cutuca e, palavras se atropelando, começa a predizer meu futuro, com uma pedrinha na mão. "Vou ler o seu futuro nos búzios, posso já te falar agora, vou começar a falar o seu futuro agora!!! Posso? POSSO? HEIN???"
Essa me acordou. Dispensei o cara com um sorriso sonolento e fui devidamente respeitado nos 10 minutos seguintes durante meu lanche, não previsto pelos búzios.
2) Cinema mudo
Fiquei 30 minutos numa inacreditável fila na bilheteria do cinema (Cinemark) do Shopping Santa Cruz, na Vila Mariana. Quando finalmente comprei meu ingresso e saí do guichê, percebi que a funcionária havia impresso o ingresso para a sessão errada.
Calmamente, como de costume, fui em direção ao funcionário Cinemark que fica organizando o caos da passagem da "fila da fila" para a "fila final", próxima à bilheteria. Ao seu lado estava um cara - três vezes o meu tamanho, diga-se de passagem.
Esperei o funcionário terminar sua frase e timidamente levantei o dedo e pronunciei: "amig........" para uma reação abrupta do cara - uma mão espalmada na minha cara e um berro: "PERAÍ!!!!! PERAÍ, PORRA, ELE TÁ FALANDO COMIGO!!!". No segundo seguinte ao show, que chamou a atenção de todos à volta, ele vira-se para o funcionário e diz: "Pois não, continua."
Aí o moço do Cinemark continuou o que estava fazendo: a leitura, originada do seu disco rígido interno, de TODAS as sinopses de TODOS os filmes em cartaz. Eu, puto da vida com a grosseria desta besta que ali estava ao lado dele, propositalmente aguardei. E, quando finalmente o rapaz terminou, e o cara decidiu que "nenhum filme servia", pude falar com o tenso rapaz. Coisa estranha.
3) Jackie Chan da linha verde

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:: Um sábado bem paulixxxtano
FEIRA DA BENEDITO CALIXTO
Como prometido ontem, hoje vou conhecer a famosa feirinha da Praça Benedito Calixto, que vende roupa, móveis, antiguidades, comida, quiquilharias e presentinhos para casa.

Taí a feira: lotada do início ao fim. Segundo alguns de seus freqüentadores, "o mais interessante aqui é a exclusividade: você encontra coisas que não se acha em lugar nenhum."
O famoso chorinho da Benedito Calixto! Clique para ver o vídeo.
Olha o mecanismo de distribuição do lixo. Adaptado de um tubo PVC. Gostei.
Prefeitura do Rio, aprenda: para uma muda de árvore crescer adequadamente, ela precisa ser protegida e cercada, até mesmo para evitar ou dificultar a ação dos vândalos.

Esse óleo aí cheira longe. Bom pastel!
Andar por São Paulo também guarda boas surpresas: encontrar, casualmente, esta baiana-carioca-paulistana que estudou comigo na faculdade.
NOITE NO SACHA
Da Benedito Calixto, direto para o Bar do Sacha, na Vila Madalena. Recomendo a tradicional Costela no Bafo. Quando estiver lá, procure pelo garçom "Alemão". Gente boa!
Em frente ao Sacha, este verde cercado e perdido.
E dentro do Sacha, minha amiga Marta Daré, que também estava com Daniela Zuim - que, por sua vez, tem alergia a fotos. ;-)
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:: Chegando na terra sem garoa
Desembarquei no Aeroporto de Cumbica/Guarulhos, nitidamente mais bem cuidado e lembrado pela Infraero do que o Galeão (Rio) - especialmente no seu terminal 1, entregue às baratas. Tive duas opções: um ônibus de R$ 26 que leva até o Aeroporto de Congonhas (São Paulo) e outro de R$ 3,50 que leva até o metrô Tatuapé. Adivinha qual dos dois preços o mochileiro aqui escolheu?
Por falar em ônibus, este aí estava na porta do aeroporto. E ele inaugura a sessão "erros de português" (sim, eu sou chato com isso e adoro registrar esses "momentos"). Alguém me responda: esse nome próprio tá certo? É "marron" mesmo?
Metro Tatuapé. Me dá tristeza ver esse tipo de coisa, e imaginar tudo o que deve ter acontecido recentemente para levar a uma iniciativa como esta - blindar uma bilheteria de metrô. O itálico no "blindada", vendendo o "diferencial" quase como um benefício, é mais lamentável ainda.
Metrô da Sé. Interconexão de duas linhas: azul (norte-sul) e vermelha (leste-oeste). É como a estação Estácio do Rio, porém muito mais útil.
* (cariocas que não conhecem São Paulo: o metrô daqui liga muita coisa a mais coisa ainda! E mesmo assim - ê, cidade enorme! - não é suficiente...)
Ainda sobre o metrô: curioso ver uma cidade como São Paulo - logo São Paulo! - não ter sinal de celular em metrô. Ele simplesmente não pega. Sinal zero. Por um lado, num pensamento bem workaholic, "perde-se negócios". Por outro, tem-se paz no metrô (assim como, hoje, ainda se tem no avião). Qual será o melhor caminho?
* (paulistanos que não conhecem o Rio: o metrô de lá tem sinal de todas as operadoras em todas as duas linhas, inclusive durante a viagem, nos túneis.)
Depois de 1h30 de ônibus/metrô, já estou perto de onde vou passar os próximos dias: Pinheiros, na região da Praça Benedito Calixto, onde acontece uma charmosa feirinha todo sábado (amanhã estarei lá!).
A Rua Teodoro Sampaio, no bairro, aglomera dezenas de lojas de instrumentos musicais. Como bom baterista, fiquei maluco aqui! Isso atrasou minha chegada em pelo menos 1h, só olhando as vitrines e parando em algumas lojas para "testar o som dos pratos". Soube que, aos sábados, essas lojas costumam oferecer "pocket shows" livres: é chegar e tocar!

Na sequência: Leo - amigo de longa data, que não gosta de olhar para as fotos e, desta vez, meu anfitrião em Sampa - e a vista dos dois lados de seu apartamento. Raridade em São Paulo estar tão afastado de outros prédios, o que é excelente e permite um vento fresco digno de litoral.
À noite, fui fazer aquilo que todo carioca adora fazer em São Paulo: comer! A escolha foi pelo Rockets, lanchonete temática anos 60 que oferece novidades (para mim!) como coca-cola com sabor - morango, baunilha, chocolate e outros. Recomendo! Alameda Lorena, esquina com Rua Melo Alves.
A noite terminou no Inferno, buraco no "lado ruim" da Rua Augusta, na companhia da minha amiga mochileira Bê Forti. Apesar da névoa causada pela fumaça dos cigarros, as bandinhas que tocaram ali me surpreenderam. Retorno para casa: 5h da manhã. Amanhã tem mais!
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MADRUGANDO
O dia começou bem cedo: 5h da manhã. Nos ouvidos, desde a madrugada, meu 1gb de música me traziam, no modo shuffle, George Harrison, Titãs, Strokes e, claro, boas doses de Weezer. De bagagem, pronto para partir, os clássicos surrada bolsa de mão mais surrada mochila nas costas - num total de 11kg, atestados logo depois pela balança do check-in no aeroporto.
Repetindo a dose da viagem de 2005, minha irmã Debora foi a escolhida para acordar junto com o sol e me levar ao aeroporto.

Aeroporto, no caso, de Jacarepaguá, já que a Gol oferece uma facilidade para os seus clientes: um ônibus Aeroporto de Jacarepaguá - Aeroporto Internacional do Galeão.
"Jacarépagua"? Hein? Como a Gol não sabe escrever o nome do bairro direito, a partir de agora, em contrapartida, vou chamá-la de... Gôu.
Olha aí o ônibus da Gôu: à esquerda, como deveria ser; à direita, já sob efeito de vândalos ou da falta de manutenção.
PARADA OBRIGATÓRIA
Como você viu em Aranha no Peru, minhas grandes viagens de férias sempre incluem uma passagem por São Paulo, seja no início ou no fim da viagem. É a força dos amigos que tenho por lá e da intensa vida cultural da cidade.
Neste Aranha no Sul, São Paulo entra no roteiro também por estar no caminho do meu destino principal e, ainda, pelo fato de eu ter conseguido, na promoção da Gôu, a tão falada passagem a R$ 50. Sim, ela existe!
CHÁ DE AEROPORTO
Tive que esperar umas duas horas pelo meu embarque para Guarulhos (Aeroporto de Cumbica, São Paulo). Pude, neste tempo, flagrar mais uma dos controladores de vôo que, não satisfeitos em parar o tráfego aéreo, deram as mãos e interditaram também a esteira rolante do Galeão. Veja:

Huuummmmm, então é aqui que eles se escondem, né?
Outra sacanagem é a recente restrição de líquidos, ordem da Infraero, na bagagem de mão: a Gol já não serve nada no serviço de bordo, agora seus passageiros ainda vão ter que ficar com sede!? Pude ouvir lamentos na fila de uma senhora que ia embarcar para o Chile: "nem um Toddynho???" Outro jurava precisar beber um xampu em vôo, como parte de sua inusitada dieta.
Estou aqui falando besteira e já chegou a hora: o avião está na pista e o painel, de "check-in aberto", passou direto para "última chamada". Vou correr!
NO AR
Uma recente suspeita minha tomou corpo nesta curta viagem para São Paulo: realmente, acabaram com a aviação comercial no Brasil. O que antes era sinônimo de conforto, segurança, bom serviço - e até status - agora se transformou em martírio. Não somente pelo extenso problema com a Aeronáutica, mas também pela maneira como o serviço vem sendo encarado pelas novas empresas, desde que as grandes e ostentosas companhias que dominavam o mercado caíram por terra.
Vi passageiros socando guichês, as aeromoças não demonstram metade da gentileza que se via 10 anos atrás e o atendimento se aproxima cada vez mais do de uma rodoviária: no guichê da BRA, me foi oferecido comprar a passagem sem seguro (!). Se o avião cair...
Tendo o Rio de Janeiro como referência, assim ficamos: o trem já era um lixo; ônibus são fornos móveis e abarrotados que não têm hora para passar; táxis são caros; e o carro próprio enfrenta engarrafamento, flanelinha, estacionamentos caríssimos e risco constante. Agora o avião, que era um oásis de fuga, se transforma nisso que estou vendo aqui. Então, no que se refere a transporte, agora só nos resta mesmo o bendito... metrô! Não vamos estragar o metrô!!!
Eita... Chicletão deixado no cartão de instruções da Gôu.
Vejam, a Gôu mantém coerência com o ônibus: o avião também vem quebrado! ;-)
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Carlos Aranha
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::: A VIAGEM
As leis brasileiras graciosamente me reservam 30 dias anuais de férias. Como o que mais gosto de fazer na vida é viajar, naturalmente essas 720 horas são, em boa parte, reservadas a este propósito. Assim aconteceu em 2004 (Chile e Argentina), 2005 (Peru e Bolívia, veja aqui) e 2006 (Nordeste do Brasil).
Agora, em 2007, escolhi ir para o Sul do Brasil. Roteiro aproximado: SÃO PAULO >>> PARANÁ >>> SANTA CATARINA >>> RIO GRANDE DO SUL.
::: POR QUE O SUL?
A decisão de viajar para o Sul do Brasil nestas férias de 2007 nasceu de uma profunda admiração que guardo pelas cidades que já conheci nesta região. A civilidade em destaque - quando comparada à do Rio de Janeiro -, a limpeza, a eficiência e a inegável simpatia do povo que conheci no Sul são o estopim para enxergar estes três estados como possíveis destinos de uma nova fase de vida.
::: FOCO DA VIAGEM
O foco da viagem, então - e, conseqüentemente, deste Diário -, é: para um carioca cansado do Rio de Janeiro como eu, qual destes lugares seria bom para morar? Quais são os prós e contras de cada uma das cidades que vou visitar?
::: COMO EU QUERO QUE SEJA
- Não vou sair por aí correndo para ver tudo que é ponto turístico. Estou de férias. Vou relaxar e fazer o que der na telha. Até porque isso tem tudo a ver com a simulação de estar morando na cidade. Tenho certeza de que, assim, terei um filtro muito eficiente para o que realmente vale a pena fazer em cada lugar que eu visitar.
::: O QUE ESPERAR DO ARANHA NO SUL
- Transparência. As opiniões aqui emitidas são livres e espontâneas - até pelo ambiente em que se encontram -, e nunca aparecem como resultado de qualquer acordo ou planejamento. Tanto os elogios quanto as naturais críticas serão surpresa para todos os citados - cidades, órgãos públicos, empresas ou estabelecimentos comerciais. Daí a credibilidade para tudo que você ler aqui.
- Pessoalidade e proximidade. Meus relatos são resultado da observação comum, pessoal, simples e cotidiana - assim como alguma que você também teria, se estivesse fazendo o mesmo que eu.
::: O QUE NÃO ESPERAR DO ARANHA NO SUL
- Um guia de viagem de pontos turísticos de cada uma das cidades visitadas. Meu objetivo não é fazer o trivial - muito pelo contrário: quero, em cada lugar que visitar, viver como o povo vive. Isso significa que fantasiosos city tours estão proibidos e viagens em pé em ônibus suados serão muito bem-vindas.
- Conclusões concretas, resultantes de extensa pesquisa. As observações aqui feitas são resultados da observação de atitudes e de comportamento, nunca pretendendo atingir exatidão ou conclusão científica baseada em grande amostragem. Resumindo: é a percepção de um viajante sensível aos estímulos de cada lugar visitado.
::: POR QUE UM BLOG?
Fazer um diário de viagem público significa, para mim, compartilhar as incomparáveis emoções de se viajar com as duas classes existentes de pessoas - as que gostam de viajar e viajam e as que apenas gostam de viajar.
Sou jornalista formado em 2002 pela PUC-Rio, com recente pós-graduação em Comunicação com o Mercado na ESPM. O caminho natural de carreira, que me levou a caminhos distintos da atividade de reportagem, não afetou em nada meu instinto e gosto por "buscar para contar".
Juntando isto com a paixão por internet, nasce este blog, que vem relatar meus inusitados passos nesta viagem autônoma, espontânea e até interativa (você pode comentar ou participar das enquetes e, assim, decidir alguns dos meus passos na viagem).
O blog também serve para toda a eternidade como rica lembrança, para mim mesmo, desta viagem - que de outra maneira acabaria caindo no inevitável esquecimento.
Bom proveito pra nós! ;-)
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Carlos Aranha
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